Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

# 28 | Orvalho

todas as almas têm uma noite, todas as almas têm uma manhã. na alvorada, ocultas na bruma dos jardins encantados, as fadas semeiam pérolas de orvalho para nos dizerem que não estamos sós.

Domingo, 27 de Maio de 2012

# 4 | Desafio Literário [Reencarnação]


Há momentos na vida que o véu se desvanece e a visão é clara, nesses momentos ela vê. A bruma que lhe tolda o olhar clareia e naqueles instantes o quadro completa-se perante os seus olhos, as cores avivam-se, as formas delineiam-se e o que antes era turvo torna-se claro como cristal. Mas ela esconde-o, sempre escondeu, não conta que vê nem o que vê. Fê-lo uma vez e percebeu a maldição. Para ela não é um dom, é uma maldição. Não escolhe o que vê nem quando vê. Vê a morte e a vida, ver a morte deixa-lhe uma amargura imensa no olhar e traz-lhe o gelo ao coração, ver a vida é a alegria das manhãs de sol e dos sorrisos felizes. Por vezes vê as pessoas. Ver as pessoas é complicado, acha que não deve ver as pessoas. Há coisas que não devem ser vistas. E ela sabe que não pode interferir.

Depois há as pessoas dela, essas vê-as com o coração mas sabe que se as vir com os outros olhos as vê com ela no caminho. Vida após vida num tecido complexo, fazem parte de si, como o ar que respira, estão juntos porque assim tem que ser, cruzaram-se porque estava escrito, vida após vida vão tecer um tecido que a cada teia será mais perfeito até ser a seda da eternidade.

Porque acha que não deve ver as pessoas não olha estranhos nos olhos. Sabe que pode ver o que não é para ser visto, não se deve ver as almas, há segredos que são secretos e assim devem ficar. Mas sempre soube que um dia iria ser nos olhos de um estranho que iria ver o caminho. As pessoas dela são o treino da vida para reconhecer este estranho. No coração delas esteve sempre o livro de instruções para que na hora que o véu se desvanecesse e a visão fosse a mais clara de sempre e reconhecesse o que tinha que ver. 

Encontrou-o quando não o procurava e viu-o com os olhos e o coração numa visão completa. Simplesmente aconteceu. No momento indivisível de um segundo a tela pintou-se quando o seu olhar encontrou o dele. Quando aquela porta se abriu e o estranho perguntou se podia entrar o destino cumpriu-se. Imprevisto, inesperado a visão do caminho tornou-se clara no olhar de um estranho, o encontro mil vezes escrito aconteceu. O caos do mundo tornou-se silêncio naquele olhar, o mundo parou e vida após vida viu-os aos dois, num caminho nem sempre perfeito, nem sempre completo, nem sempre cruzado, nem sempre aceite. Um jogar de dados que através dos tempos perspectiva a eternidade. Nesta vida os dados estavam lançados, o encontro tinha acontecido. Nunca negou o olhar ao estranho que é a sua casa, o seu coração conhece-o, vê-o, sabe-lhe a alma como sabe a sua, são duas faces da mesma moeda. Juntos são o todo, separados são só metades perdidas. Por vezes perde-se nos olhos do estranho e sorri, quando lá está perdida o caos do mundo silencia-se em si, não tem medo. Sabe que o estranho está no caminho dela mas não sabe se ela está no caminho do estranho nesta vida. O estranho vai ter que escolher e ela não pode interferir. Até lá espera e espera-o. Quando os seus olhos encontram os do estranho deixa que eles digam aquilo que as palavras não podem dizer, deixa a alma e o coração falarem num diálogo de olhares e sorrisos. O estranho deixou de ser estranho no nano segundo da eternidade que o seu olhar se cruzou com o dela. O estranho é a casa do seu coração.

O futuro é uma página em branco, frente à página está um escritor a viver o dilema da criação, palavra após palavra o futuro escrever-se-á.

# 27 | Jardins


By the rivers of Babylon, there we sat down, yea, we wept, when we remembered Zion.
Upon the willows in the midst thereof we hanged up our harps.
For there they that led us captive asked of us words of song, and our tormentors asked of us mirth: 'Sing us one of the songs of Zion.'
How shall we sing the Lord'S song in a foreign land?
If I forget thee, O Jerusalem, let my right hand forget her cunning.
Let my tongue cleave to the roof of my mouth, if I remember thee not; if I set not Jerusalem above my chiefest joy.
Remember, O the Lord, against the children of Edom the day of Jerusalem; who said: 'Rase it, rase it, even to the foundation thereof.'
O daughter of Babylon, that art to be destroyed; happy shall he be, that repayeth thee as thou hast served us.
Happy shall he be, that taketh and dasheth thy little ones against the rock.

Psalm 137


Sábado, 26 de Maio de 2012

# 26 | Caminhos

"through the looking glass and what alice found there"

todos temos caminhos, todos temos o poder de atravessar o espelho

Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

# 25 | Vento


Se eu soubesse evocar o nome do vento pedir-lhe-ia que levasse o meu chamamento e o espalhasse pelos sete ventos até que se ouvisse em ti.

Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Quarta-feira, 23 de Maio de 2012

# 4 | 5 Semanas, 5 Doces [Coco]

Quindim

5 ovos inteiros
3 copos (americano de 200 ml) de açúcar
1 copo (americano) de leite comum
100 g de coco seco ralado
1 colher de manteiga ou margarina 
 
Unte uma forma para pudim com margarina e salpique com açúcar. Bata todos ingredientes e coloque na forma. Leve a cozer em forno quente, em banho-maria, coberto com papel alumínio por cerca de 50 minuto. Retire o papel e deixe doura. Depois de bem frio, desenforme e leve ao frigorífico. 
 
Andei a pensar no coco por uns dias, não sabia bem o que fazer, apetecia-me algo que nunca tivesse feito. Agradecida cariño, pela ajuda e pela inspiração.