Aviso à navegação: a modos que me está a dar apetites de passar o amuo
vulgo emburramento a uma birra estridente. E tão estridente que o berreiro seja
audível pelo Afonsinho lá pelos lados do berço da nação. A
culpa é do Afonsinho que não me deixou ser espanhola e só tenho a costela.
Afonsinho mau, estou de mal contigo. Um dia destes embirro a sério e vou à
Zarzuela prestar vassalagem. Depois Afonsinho não te queixes e não me venhas de
raminho de oliveira na mão.
Estou a bater o pé no chão, a gastar a solinha do sapato e a começar
a entrar em ebulição. Não me chegava ter morto o Coelhinho da Páscoa, não ter
tido uma amêndoazita que fosse, ainda tive birra para os lados do céu! Revolta
angelical! Pelos vistos a Páscoa sou capaz de estragar! Anjo, não me venhas com falinhas
mansas, nem Deusa acima, nem Deusa abaixo. Estou mesmo de birra. Tanta, que vou
começar a contar 7, 8…20. E desta vez veremos se essa carinha de anjo te vai salvar.
Não te adianta o olhar doce nem o sorriso encantador se a verdade não se
apurar. 7,8... 20, preciso de água para refrescar e só tu Anjo a podes ir buscar.
Vou ali dormir a sesta e com o Anjo sonhar para a birra passar. Entretanto,
Anjo lindo, não me voltes a desafiar, pois prefiro sonhar que embirrar e nos
sonhos podemos sempre ser a raposa
a cativar.
Meu Anjo, a Lemon cariño, vais desculpar?
